Hoje estou postando um soneto escrito no milênio passado. Sim, soneto!!! Apesar de ouvir críticas e muxoxos eu era dado a escrevê-los. E gostava!
Este é antigo, mas vale agora, quando já estou nos "enta".
MENINO
É preciso andar livre pela praia.
É necessário sujar os pés de areia
Antes que a vida se torne irremediavelmente feia,
Antes que o sonho esmoreça e caia.
Ao seu lado é preciso ser menino
E menino é meu coração mutilado.
Ser indócil, é preciso, ao seu lado,
Para subverter as regras do destino.
É necessário um relógio quebrado,
O aprendizado, muito mais do que o ensino
E uma bola de gude no bolso furado.
É preciso decorar teu beijo como a um hino,
Cobrir de areia os desencontros do passado
E ao seu lado voltar a ser menino.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
letrinha nova
Meu amigo Rogério Santos, cantor e compositor "dos bão", dia desses postou uma frase no facebook que acabou sendo o mote desta nova letra. Saiu um samba de breque, como tantos outros que já compus.
Acontece que ele é morador da gloriosa Freguesia do Ó e torce desvairadamente para a Lusa.
A letra foi feita para ele interpretar (se ele quiser, óbvio) mas ainda não tem uma melodia muito bem definida.
Chega de prosa e vamos a ela:
JÁ PRA CASA ASTOLFO
Outono encorpado
Tarde tranquila de sábado
(ensolarada)
Coisa mais deliciosa tomar uma cerveja na calçada
(no velho largo da matriz)
É de mistér pedir um bis na coxinha sem varizes do Frangó
(tudo sem dó de ser feliz)
Olhar se não roubaram o Uno
E arrematar a festa com uma pizza no Bruno
(esfomeado é quem me diz)
E com o bucho forrado bater papo furado
No bar do Alemão
(uns bebem muito e outros não)
Mas eu acho que cachaça é uma bebida sem graça
É coisa de sem-noção
(salta mais uma com limão)
Então só tomo umas quatro
Para não passar por chato
E vou embora de chofer
(enchendo a cara de Epocler)
A situação está mais confusa
Do que torcer prá Lusa na primeira divisão
(é bom brincar com isso não)
No fim da aventura
Na mais pura caradura
(envernizada)
No caminho de casa parar prá saideira no Bar Ó
(mesmo já estando só o pó)
Na janela quem é ela a patroa de abrigo e creme no nariz
(já preparando a cicatriz)
Com voz de guerra do golfo
Grita firme: “já prá casa Sr. Astolfo”
(eu não sou louco e vou feliz)
Semana inteira na rotina
Dando duro no batente
Eu não sou feito de platina
Sabadão tem novamente!
Acontece que ele é morador da gloriosa Freguesia do Ó e torce desvairadamente para a Lusa.
A letra foi feita para ele interpretar (se ele quiser, óbvio) mas ainda não tem uma melodia muito bem definida.
Chega de prosa e vamos a ela:
JÁ PRA CASA ASTOLFO
Outono encorpado
Tarde tranquila de sábado
(ensolarada)
Coisa mais deliciosa tomar uma cerveja na calçada
(no velho largo da matriz)
É de mistér pedir um bis na coxinha sem varizes do Frangó
(tudo sem dó de ser feliz)
Olhar se não roubaram o Uno
E arrematar a festa com uma pizza no Bruno
(esfomeado é quem me diz)
E com o bucho forrado bater papo furado
No bar do Alemão
(uns bebem muito e outros não)
Mas eu acho que cachaça é uma bebida sem graça
É coisa de sem-noção
(salta mais uma com limão)
Então só tomo umas quatro
Para não passar por chato
E vou embora de chofer
(enchendo a cara de Epocler)
A situação está mais confusa
Do que torcer prá Lusa na primeira divisão
(é bom brincar com isso não)
No fim da aventura
Na mais pura caradura
(envernizada)
No caminho de casa parar prá saideira no Bar Ó
(mesmo já estando só o pó)
Na janela quem é ela a patroa de abrigo e creme no nariz
(já preparando a cicatriz)
Com voz de guerra do golfo
Grita firme: “já prá casa Sr. Astolfo”
(eu não sou louco e vou feliz)
Semana inteira na rotina
Dando duro no batente
Eu não sou feito de platina
Sabadão tem novamente!
domingo, 2 de maio de 2010
Boas vindas aos navegantes
Criar um blog! Pois bem.
Tarefa das mais inglórias dar a cara para bater assim na internet.
Ensaiei, ensaiei, ensaiei e saieu.
Agora é perder a timidez aqui diante desse teclado e postar, postar, postar.
A idéia é colocar meus textos a vista. Poemas, contos e letras de música, na esperança de que novos e velhos parceiros componham as necessárias melodias e harmonias. Ou não. Quem sabe sim.
Um balcão de ofertas.
Realmente uma prateleira de palavras e de idéias.
Sejam benvindos aos reconditos de mim.
Tarefa das mais inglórias dar a cara para bater assim na internet.
Ensaiei, ensaiei, ensaiei e saieu.
Agora é perder a timidez aqui diante desse teclado e postar, postar, postar.
A idéia é colocar meus textos a vista. Poemas, contos e letras de música, na esperança de que novos e velhos parceiros componham as necessárias melodias e harmonias. Ou não. Quem sabe sim.
Um balcão de ofertas.
Realmente uma prateleira de palavras e de idéias.
Sejam benvindos aos reconditos de mim.
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