Neste sábado ensolarado, em que tenho a nítida sensação de que apenas eu estou trabalhando no planeta, por causa desse antigo sonetinho que segue abaixo comecei a pensar em como é curiosa aquela sensação de ser tão ridículo diante da mulher amada.
É um tema recorrente para mim.
Vamos lá!
RETALHOS
Tua boca uma tela de Tápies,
Tua pele um tecido raro,
Tuas palavras, uma confusão de naipes,
Teus odores um presente ao faro.
Teus olhos são dois ovos Fabergé,
Teus cabelos deixam ondas numa seda.
Teus gestos pinceladas de Monet,
Teus amores Rodin copiou em pedra.
Desde cedo aprendeu a perceber
Que a vida é um enigma fino
Que um desenho de Escher nos faz ver.
Tua voz som de mil violinos
Que um verso de Drummond faz descrever.
E eu, insôsso como um pepino.
hahahaha...
ResponderExcluirFala Marião...
A frase final é phoda...rs
abraços, Rogerio
Um 'acolchoado de retalhos' redensenhado com mosaicos de lembranças e sentimentos poeticamente muiiito bem alinhavados, Mário! Parabénsss!!!!
ResponderExcluirE pra não dizer que não falei dos vegetais, rs... até uma 'acelga' pode ver que insôsso ele não é!(:
Carinhoso abraço!