a vida nos impõe tarefas muito difíceis, árduas, inesperadas. Ser obrigado a esquecer alguém que não se quer esquecer é apenas uma delas, talvez das mais impossíveis. Este soneto antigo fala disso:
DESAPARECIMENTO
Hoje de manhã vi você na esquina.
A vi depois, atravessando a rua.
Cocei meus olhos, você estava nua
Em passo lento, rosto de menina.
A tardinha você passou por mim.
Em passos largos, passou bem rente.
Estava então quase transparente,
Numa pressa de quem vislumbra o fim.
E então a noite você foi sumindo.
Como ultimamente já vinha vindo.
E teu sorriso alvo escureceu.
A madrugada veio e foi se abrindo.
Restou apenas teu calor dormindo.
Você finalmente desapareceu.
... Nada como um dia após o outro, com uma bela noite de sono no meio! ;))
ResponderExcluir* meio clichê, né?! :))
Adorei, Mário!
Parabéns, meu poeta favorito! ;))
Beijão procê!
Neide.
Obrigado Querida,
ResponderExcluirBeijão!
É triste e lindo. Bjs
ResponderExcluirás vezes ou, muitas vezes, o que é mais lindo é triste. Talvez uma visão "viniciana" de minha parte. Acho que estou incorporando!!!
ResponderExcluirBeijos.