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terça-feira, 25 de maio de 2010

Mágoa do mundo.

Esse poeminha é auto-explicativo em tempos como esses...



O ENGOLIDOR DE COISAS

Aos seis anos de idade engoli um apito.
O doutor consultado quis saber do artefato
O tamanho, o formato, espessura e atrito.
Especificações fornecidas por meu velho avô
O clínico foi definitivo em seu veredito:
- “Não há com o que se preocupar, isso sai no cocô...”


Aos onze anos de idade tomei o primeiro porre
Num coquetel em homenagem a um tio importante.
Provoquei na verdade um extenso corre-corre.
Devolvi por mesma via o uísque e o daiquiri
E nesta oportunidade é meu pai quem socorre:
- “Não se preocupem que o resto sai no xixi...”


Já quando adulto, o rosto barbado,
Engoli toda a sorte de objetos absurdos.
Mentiras, falácias, ameaças de advogados,
Hipocrisia, sarcasmo, jogos de esconde-esconde,
E sem quem me socorra pergunto assustado:
E essa sujeira toda, sai por onde?

4 comentários:

  1. Também não sei, pelos ouvidos talvez porque pelo mesmo lugar do apito e dos uísques acho difícil...no meu caso, ainda não saíram, depois te conto se acontecerem !

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  2. Essa sujeira toda é enauseante, temos a necessidade de vomitar tudo isso... em tempo de reciclagem, interessante seria tranformar todo esse 'lixo' num sustentável vômito-prosa! (:

    Gosto muiito de te ler.
    Um carinhoso abraço!

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  3. Marião, esse tipo de sujeira, só no papel ou na tela... em forma de prosa, conto ou poema.

    Abraços
    Rogerio

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