Esse poeminha é auto-explicativo em tempos como esses...
O ENGOLIDOR DE COISAS
Aos seis anos de idade engoli um apito.
O doutor consultado quis saber do artefato
O tamanho, o formato, espessura e atrito.
Especificações fornecidas por meu velho avô
O clínico foi definitivo em seu veredito:
- “Não há com o que se preocupar, isso sai no cocô...”
Aos onze anos de idade tomei o primeiro porre
Num coquetel em homenagem a um tio importante.
Provoquei na verdade um extenso corre-corre.
Devolvi por mesma via o uísque e o daiquiri
E nesta oportunidade é meu pai quem socorre:
- “Não se preocupem que o resto sai no xixi...”
Já quando adulto, o rosto barbado,
Engoli toda a sorte de objetos absurdos.
Mentiras, falácias, ameaças de advogados,
Hipocrisia, sarcasmo, jogos de esconde-esconde,
E sem quem me socorra pergunto assustado:
E essa sujeira toda, sai por onde?
Boa, boa...!
ResponderExcluirTambém não sei, pelos ouvidos talvez porque pelo mesmo lugar do apito e dos uísques acho difícil...no meu caso, ainda não saíram, depois te conto se acontecerem !
ResponderExcluirEssa sujeira toda é enauseante, temos a necessidade de vomitar tudo isso... em tempo de reciclagem, interessante seria tranformar todo esse 'lixo' num sustentável vômito-prosa! (:
ResponderExcluirGosto muiito de te ler.
Um carinhoso abraço!
Marião, esse tipo de sujeira, só no papel ou na tela... em forma de prosa, conto ou poema.
ResponderExcluirAbraços
Rogerio