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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aqui vai mais um...

dos meus intermináveis sonetos!




CONGELANDO


O vento frio que me vem ao rosto
Traz um gosto acre de saudade
E as ruas tristes da cidade
A verdade de um eterno agosto.
O sangue, lentamente congelando,
Furta a minha última gargalhada,
Atrapalha a minha melhor piada
E do tempo vou me desligando.
A mão direita aos poucos endurece
E os versos escapam mutilados
Enquanto a alegria adormece.
O amor está desempregado
E o coração, sem ter o que carece,
Vai parando, vazio e congelado.

3 comentários:

  1. Confesso que lí com os olhos cheios de lágrimas e me segurando pra não cair no choro...
    lindamente triste.

    Carinhoso abraço, Mário!

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  2. Vininha,
    descobri vc, mesmo congelado da sua prateleira sai coisas lindas.
    Vou te seguir sempre...
    Demorei porque Francisco, o Bentivegna, veio brincar comigo.
    Bjs
    Sylvia Bentivegna

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  3. Ops!!!
    Saem coisas lindas..
    Sylvia Bentivegna

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