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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para que não digam,,,

que nunca escrevi um soneto decente sobre o amor...



BEM DA VIDA

O bem da vida é astuto.
Quanto mais o ouço, o rejeito.
Quanto mais destruído e refeito
Maior a sanha com que o refuto.
Surge assim, do nada incerto,
Entre os desvãos das almas distraídas,
Dissimulado, corroendo em investidas
O peito vulnerável e entreaberto.
Ele acelera e surge rápido como um trem
E toma de assalto o meu dia
E o outro, o outro e o mês que vem.
Sei o que me espera e se sofria
Antes, quando esperava por alguém,
Aguardo feliz tudo o que temia.

4 comentários:

  1. Daí, meu amigo... não adianta bancar o distraído.
    Inevitavelmente,surge a mobilização do sentimento em defesa deste precioso bem.;))

    Maravilhoooso soneto, Mário!
    Sinta-se sempre instigado,rs.. e nos presenteie sempre com os seus belos escritos, viu?! ;)))

    Carinhoso abraço,

    Neide Oliveira.

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  2. Vininha,
    lindo soneto.
    Amei. Bjs

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