que nunca escrevi um soneto decente sobre o amor...
BEM DA VIDA
O bem da vida é astuto.
Quanto mais o ouço, o rejeito.
Quanto mais destruído e refeito
Maior a sanha com que o refuto.
Surge assim, do nada incerto,
Entre os desvãos das almas distraídas,
Dissimulado, corroendo em investidas
O peito vulnerável e entreaberto.
Ele acelera e surge rápido como um trem
E toma de assalto o meu dia
E o outro, o outro e o mês que vem.
Sei o que me espera e se sofria
Antes, quando esperava por alguém,
Aguardo feliz tudo o que temia.
Daí, meu amigo... não adianta bancar o distraído.
ResponderExcluirInevitavelmente,surge a mobilização do sentimento em defesa deste precioso bem.;))
Maravilhoooso soneto, Mário!
Sinta-se sempre instigado,rs.. e nos presenteie sempre com os seus belos escritos, viu?! ;)))
Carinhoso abraço,
Neide Oliveira.
Obrigado Neide!
ResponderExcluirVininha,
ResponderExcluirlindo soneto.
Amei. Bjs
Obrigado Sylvia, beijão!
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