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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Este soneto...

um dia recebeu música do meu parceiro Oswaldo Bosbah.




FARSA


Se a história se repete como farsa
E o que lhe sucede é pungente,
Se a emoção é rara e esparsa
E o que lhe excede é incoerente,
Se o medo é o nosso acessório
E o vazio que cria é cúbico,
Se o desencontro é nosso território
E o esporádico encontro é púbico,
Meu desgaste é pela demora
Onde amanheço cedo e prudente
Aguardando conhecer sua flora.
A noite é elemento emoliente
Não por anteceder a vermelha aurora
Mas por me tornar de cético, crente.

4 comentários:

  1. Belo soneto!
    Ahhh, você bem que poderia postar o 'audiozinho' pra gente, né?! ;))

    Beijão, Mário!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Parceiro querido, como vai? Você mudou o título do soneto que se chamava "Noite Vidente", lembra? Alterou também alguns versos. Eu não sabia, rapaz! Saiba que a canção foi gravada com o nome e os versos originais, viu? Gosto de ambas versões, diga-se. Sem querer, brincamos de Tom e Vinícius, que fizeram o mesmo em "A Felicidade" e "Água de Beber". Que máximo, não? Saudosos abraços!
    Bosbah

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  4. É, mudei um pouco o final, mas fica valendo a versão anterior! Você sabe, as coisas que eu escrevo estão sempre sendo revistas. São vivas!

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