um dia recebeu música do meu parceiro Oswaldo Bosbah.
FARSA
Se a história se repete como farsa
E o que lhe sucede é pungente,
Se a emoção é rara e esparsa
E o que lhe excede é incoerente,
Se o medo é o nosso acessório
E o vazio que cria é cúbico,
Se o desencontro é nosso território
E o esporádico encontro é púbico,
Meu desgaste é pela demora
Onde amanheço cedo e prudente
Aguardando conhecer sua flora.
A noite é elemento emoliente
Não por anteceder a vermelha aurora
Mas por me tornar de cético, crente.
Belo soneto!
ResponderExcluirAhhh, você bem que poderia postar o 'audiozinho' pra gente, né?! ;))
Beijão, Mário!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirParceiro querido, como vai? Você mudou o título do soneto que se chamava "Noite Vidente", lembra? Alterou também alguns versos. Eu não sabia, rapaz! Saiba que a canção foi gravada com o nome e os versos originais, viu? Gosto de ambas versões, diga-se. Sem querer, brincamos de Tom e Vinícius, que fizeram o mesmo em "A Felicidade" e "Água de Beber". Que máximo, não? Saudosos abraços!
ResponderExcluirBosbah
É, mudei um pouco o final, mas fica valendo a versão anterior! Você sabe, as coisas que eu escrevo estão sempre sendo revistas. São vivas!
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