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sábado, 26 de março de 2011

Mais um...

soneto perdido no tempo, que achei por acaso!


SENHORITA

Tem tanto charme essa linda morena
Que mesmo pequena essa senhorita
De tão dengosa, cheirosa e bonita
Não tem de meus olhos nenhuma pena.
E aquele seu beijo que me perfuma
Calmo, profundo e tão diferente
Me faz crer que a morena, inclemente,
Não tem de minha boca pena nenhuma.
E me ama e me ama tão fervente,
Que minha alma, isolada em quarentena,
Sofre de um calor tranqüilo e doente.
Chegou de repente essa linda morena
Que de meu coração afluente
Não tem, de fato, nenhuma pena.

2 comentários:

  1. Um 'verdadeiro achado' este teu soneto perdido!

    *Agora, me explica uma coisa... como é que alguém perde uma preciosidade dessa, heim?! ;))

    É lindo, Mário!

    Beijão... ótimo fds procê e tuas meninas!:))

    Neide.

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  2. Ah, tem tanto papel na minha mesa que às vezes perco algumas coisas legais mesmo! mas depois eu acho!
    Beijo e bom findi.

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