dos meus intermináveis sonetos falando de amor!
COISA ENGRAÇADA
A solidão é uma coisa engraçada,
Quanto mais ela me invade o corpo
Mais a desejo num desejo torto
E mais a quero ter amenizada.
O amor é outra coisa complicada,
Quanto mais ele me inunda a vida
Mais me desespero na partida
E mais anseio ver a página virada.
Esse manto dissílabo e canalha
Quanto mais se encolhe ainda mais se espalha
Quando o mundo o estende sobre o vasto mundo.
E o peito, que antes era latifúndio,
Transforma o amor em algo nada amável
E a alma em charada indecifrável.
Mário, belo soneto !
ResponderExcluirNas poucas vezes que escrevi poemas do gênero, foi por puro acidente. Acho difícil.
Mas o teu tem a leveza e a singeleza dos grandes sonetos do mestre Vinicius.
Muito bacana e musical...
Abração e boa semana
Lindo demais, Mário!
ResponderExcluirHá leveza e encantamento... e ao mesmo tempo uma sensação angustiante Lispectoriana.
Adoreiii!!!(:
Carinhoso abraço!
Neide Oliveira.
Obrigado!!!
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