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sábado, 25 de setembro de 2010

Mais um

dos meus intermináveis sonetos falando de amor!




COISA ENGRAÇADA



A solidão é uma coisa engraçada,
Quanto mais ela me invade o corpo
Mais a desejo num desejo torto
E mais a quero ter amenizada.
O amor é outra coisa complicada,
Quanto mais ele me inunda a vida
Mais me desespero na partida
E mais anseio ver a página virada.
Esse manto dissílabo e canalha
Quanto mais se encolhe ainda mais se espalha
Quando o mundo o estende sobre o vasto mundo.
E o peito, que antes era latifúndio,
Transforma o amor em algo nada amável
E a alma em charada indecifrável.

3 comentários:

  1. Mário, belo soneto !
    Nas poucas vezes que escrevi poemas do gênero, foi por puro acidente. Acho difícil.
    Mas o teu tem a leveza e a singeleza dos grandes sonetos do mestre Vinicius.
    Muito bacana e musical...

    Abração e boa semana

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  2. Lindo demais, Mário!
    Há leveza e encantamento... e ao mesmo tempo uma sensação angustiante Lispectoriana.
    Adoreiii!!!(:

    Carinhoso abraço!

    Neide Oliveira.

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